O autismo em meninas pode permanecer um segredo por muito tempo

Estudos anteriores mostram que o autismo afeta meninos quatro vezes mais do que meninas. Muitas meninas autistas retêm a maior parte de suas habilidades sociais, e a doença muitas vezes passa despercebida.

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"O autismo pode ser diferente em meninos e meninas", disse Kevin Pelphrey, principal pesquisador de autismo da Universidade de Washington.

As causas do autismo não são totalmente conhecidas. Mutações genéticas, fatores externos como pais mais velhos e nascimento prematuro estão entre os mais prováveis. A diferença de gênero no autismo é atualmente um tema quente na pesquisa, cujos resultados podem fornecer uma melhor compreensão e compreensão da doença.

Nas meninas, o autismo é muito mais brando e geralmente é diagnosticado mais tarde do que nos meninos (Shutterstock)

Pelphrey diz que uma imagem do cérebro de crianças autistas em estudo pode explicar por que muitas meninas com autismo têm sintomas mais sutis do que os meninos. As áreas do cérebro envolvidas no comportamento social tendem a ser menos prejudicadas do que nos meninos doentes.

Além disso, pesquisas recentes sobre autismo mostraram que as meninas têm os mesmos tipos de mutações genéticas que os meninos, mas não apresentam os sintomas usuais.

Pelphrey decidiu realizar um estudo sobre os fatores que podem tornar as meninas menos propensas a sofrer de autismo e, se elas desenvolverem a doença, os sintomas serão muito mais leves do que nos meninos.

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Foi criado um projeto que contemplou famílias em que o filho tem autismo e a filha é saudável. O projeto começou no ano anterior com o objetivo principal de criar um grande banco de dados que os cientistas pudessem usar posteriormente para pesquisar traços genéticos e fatores de proteção em meninas.

Amostras de saliva também foram coletadas para análise de DNA dessas meninas e suas famílias.

O autismo é diagnosticado pela observação do comportamento e não há exames de sangue para identificar a doença. Alguns especialistas afirmam que as diferenças de gênero enfatizam a necessidade de desenvolver maneiras diferentes de avaliar a probabilidade da doença em meninos e meninas.

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